Ontem repousámos. Não foi ao sétimo dia, isso só Deus sabe o que custa, mas soube muito bem. Tinham previsto temporal e decidimos ficar por casa, por outras coisas em dia, dar conta de trabalhos pendentes. Afinal esteve um dia frio mas de sol e volta e meia lá espreitávamos a janela arrependidos. Mas fez-nos bem!
Hoje retomar o trabalho não foi tão fácil: o corpo estava a pedir mais descanso. Mas não demos! Lá fomos nós com o farnel, como temos feito enquanto ainda não temos as condições para cozinhar e de óculos de sol na cara. Promessa de dia solarengo!
O que quisemos hoje foi mesmo organizar algum espaço. Queimar algumas coisas: foi um falhanço terrível porque a maioria dos ramos que temos ainda estão completamente verdes. Mas foi o único falhanço (e estou a exagerar, ainda deu para queimar muita erva miúda).
De resto foi dia para cortar as malfadadas figueiras que espreitam por toda a parte para se poder passar. Elas tinham-se apoderado de tudo e queríamos mesmo fazer um caminho com as mínimas condições para conseguirmos descer ao patamar do poço, que era o que estava de mais difícil acesso. Ficou completamente diferente!
Enquanto o Pedro cortava os ramos eu comecei a desimpedir a parte de trás da casa, cheia de telhas encostadas. Não nos quisemos ver já livres delas, até porque algumas estão completamente boas, só a precisar de uma limpeza, e a maioria, em péssimo estado, vai servir de entulho durante as obras. Depois de andar sobre os ramos de serrote na mão o senhor Tarzan veio ao meu encontro, em ótima altura, porque empurrar o carro de mão completamente cheio era uma tortura para mim e cada vez o levava mais leve, o que aumentava as voltas. Assim, enquanto um tratava do carro de mão e o outro descarregava, encantinhámos as telhas num cubiculo que ali está ao lado do tanque, por enquanto. Depois se verá.
E as diferenças notam-se bastante bem (esta parede é só um exemplo, havia numa outra, mas dá para imaginar, não fotografámos). A retro escavadora irá também, quando for, tirar toda a terra que cobre metade da parede, para evitar humidade dentro de casa. É mesmo preciso baixar o nível da terra, abater bastante.
E assim chegámos ao fim do dia. Mas hoje tivemos uma hora de almoço especial. O dia era de sol mas estava tanto frio que decidimos acender a lareira de casa pela primeira vez. E portou-se muito muito bem! Não deixou entrar fumo e a casa aqueceu num instante. E ficou um ambiente bom, acolhedor.
E ao vir embora fomos brindados com este céu. Até amanhã!

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