Acordámos doridos, mas com o mesmo entusiasmo de ontem. Ainda assim, percebemos que temos de fazer as coisas com mais calma, menos sofreguidão. Senão os nossos corpos mal habituados não aguentam. Precisam de ser treinados aos poucos, primeiro.
Por isso começámos, com grande calma, a queimar o que tinha sido arrancado na véspera. Estava quase tudo verde, mas ainda assim não foi difícil. Foi a nossa primeira queimada e fomos bastante prudentes, com um monte de ervas bem pequeno que se ia enchendo à medida que ia queimando. Correu bem sem perigos. E o verão de São Martinho antecipado ajudou!
Enquanto foi queimando continuámos o trabalho exaustivo de esvaziar o anexo de palha, estrume e terra a mais. O objetivo é tirar o máximo para depois cimentar e fazer divisões. Mas o calor apertava e o dia era grande. Pausa para tirar as teias de aranha do tecto. Com saco de plástico na cabeça por falta de toucas e pronto: fim de Halloween!
E o caminho, que tornava quase inacessível o terreno a qualquer carro sem tracção às 4 rodas, ou à nossa carrinha carregada, precisava mesmo de um arranjo. Pedras, buracos e inclinações muito grandes, tinham de sair algumas. Quando for a retro escavadora fazer a fossa e tirar terra noutros sítios, o caminho vai ser melhor arranjado. mas por enquanto precisava mesmo de uma atenção. E melhorou bastante!
E a odisseia com as ervas continua! Por trás do anexo estava uma parede cheia de uma planta que não conhecíamos mas que se revelou uma praga. Mas nós vencemos!
Muito mais leve, não está? E já dá para chegar ao telhado, perceber o estado das telhas, compor o que for preciso.
O dia estava cumprido, mas ainda carregamos a última carrada de ferro (muito ferro espalhado havia por ali!)! Sentar no carro e fazer a viagem foi uma experiência "esponjosa": a carrinha confundiu-se com um sofá cheio de almofadões. Cansaço bom, este.
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