Previa-se a chuvada de hoje e decidimos ontem ir apanhar a (pouca) azeitona que temos este ano. Mas chegámos lá e lembrámo-nos dos 100 metros de tubo que tínhamos tirado do furo quando foram por o balão. O tubo está bom mas há tanto tempo dentro da terra e sem puxar água estava cheio de lodo, com partes completamente pastosas e negras. Importava limpar para depois ser aproveitado na altura da canalização.
Por isso, e para aproveitar o sol, foi dia de saltar para dentro do tanque e tratar daqueles infindáveis cem metros! Enquanto isso, o Pedro fazia mais uma queimada, as coisas que fomos cortando já começam a secar, ardeu tudo num instante.
Foi tempo depois de tentar esfregar o tanque (sem grandes efeitos) e começar a enchê-lo. Agora, a água da chuva que dê o seu contributo, também!
Fazer um ninho com o mínimo custo e com o máximo carinho. Os passos (pequeninos de gigante) todos aqui.
Sunday, November 20, 2016
Friday, November 18, 2016
Dia 12 — "A Água não Empobrece, nem Envelhece"
Dia de ver água jorrar!!!
Furo já havia, mas não sabíamos nem a profundidade dele, nem o estado da bomba, nem sequer se havia água, porque fazia curto circuito e não dava mais sinal de vida.
Depois de tudo devidamente montado, foi ouvir a água cantar! "Água que não soa não é boa", diz o ditado.
E já que temos de encher o tanque, para a água limpar o suficiente, decidimos esvaziar e limpar o tanque, para depois o enchermos com a água nova.
Decisão corajosa! As fotos descrevem o lodo que havia no fundo, mas não descrevem o cheiro nauseabundo. Lá no fundo havia vasos, meias, panos, esfregões, ferros... tudo completamente invisível pelas águas paradas há tanto tempo.
Um lá dentro, outro cá fora, fizemos uma primeira limpeza. Contamos com as chuvas que se avizinham para dar uma mãozinha e para depois o lavar melhor e encher.
"Água corrente não mata gente."
"A água rega, o sol cria."
"Água de serra, sombra de pedra."
Furo já havia, mas não sabíamos nem a profundidade dele, nem o estado da bomba, nem sequer se havia água, porque fazia curto circuito e não dava mais sinal de vida.
Depois de tudo devidamente montado, foi ouvir a água cantar! "Água que não soa não é boa", diz o ditado.
E já que temos de encher o tanque, para a água limpar o suficiente, decidimos esvaziar e limpar o tanque, para depois o enchermos com a água nova.
Decisão corajosa! As fotos descrevem o lodo que havia no fundo, mas não descrevem o cheiro nauseabundo. Lá no fundo havia vasos, meias, panos, esfregões, ferros... tudo completamente invisível pelas águas paradas há tanto tempo.
Um lá dentro, outro cá fora, fizemos uma primeira limpeza. Contamos com as chuvas que se avizinham para dar uma mãozinha e para depois o lavar melhor e encher.
"Água corrente não mata gente."
"A água rega, o sol cria."
"Água de serra, sombra de pedra."
Tuesday, November 15, 2016
Fôlego
O Trabalho Constrói o Mundo
«Há milhares de anos que os rouxinóis fazem o ninho da mesma maneira. Nada mudou. E, quando um rouxinol acaba de fazer o ninho, pára, não o enfeita.
Os homens, esses, habitaram primeiro as cavernas e a seguir habitaram em palhotas. Pintaram desenhos nos muros das cavernas, lembraram-se de aproveitar os ramos das árvores para fazer cabanas. Agora constroem centenas de casas diferentes, casas quadradas, casas retangulares, algumas muito altas, outras pequenas, casas de madeira, de ferro, de vidro... O homem não constrói as mesmas casas desde o início do mundo. Não trabalha apenas para conseguir um sítio onde se abrigar da chuva, do frio e dormir em paz. Trabalha para decorar as casas, para que fiquem mais bonitas, mais agradáveis, mais sólidas, maiores.
(…)
O homem trabalha e transforma o mundo. É evidente que, quando os adultos vão trabalhar de manhã, não pensamos que saem para construir o mundo! Mas, se um homem das cavernas voltasse hoje à Terra, confirmaria que o trabalho dos homens mudou completamente o mundo.»
Brigitte Labbé e Michel Puech, O Trabalho e o Dinheiro
Dia 11 — Engordou tudo esta noite!
Hoje o dia foi monótono, sem novidades. O trabalho continua, mas o resultado ainda não aparece. Todos os utensílios duplicaram em peso, não sabemos mesmo o que aconteceu. Ou isso ou o corpo começa a dar sinal de cansaço. Estamos no trabalho menos criativo e mais exigente, mas esperamos que por pouco tempo!
O nosso bólide continua sem um risco e cheio de balanço!
Monday, November 14, 2016
Dia 10 — A Destruição
Depois da pausa de domingo retomámos o trabalho com energia. A ordem de trabalhos a mesma: antigo estábulo nas suas duas facções — chão e pia.
O dia estava ventoso e as portas têm de estar abertas para termos luz lá dentro, senão só uma gambiarra é que nos vale, mas não ilumina tudo. Por isso tínhamos também de nos precaver do vento que atirava as pedras que destruíamos contra tudo, até nós.
Aproveitámos o entulho para espalhar em mais umas zonas difíceis do caminho.
Entretanto o dia foi passando, e o trabalho foi aparecendo. Devagar, mas vai aparecendo.
Amanhã há mais!
Dia 9 — Pinhas para três invernos
Sábado não podíamos continuar a fazer só o mesmo trabalho de cavar o chão senão esmorecíamos. E como trabalho não falta arranjámos nova ocupação, para ir alternando. Uma antiga pia (para pisar as uvas?), no canto do estábulo / anexo, estava cheia de palha, pinhas, lenha, sacos de ração vazios e até carcaças de ratos.
Um lá dentro e outro cá fora, esvaziámos tudo num instante e fizemos mais uma queimada para fazer desaparecer aquela palha toda e mais ervas, que estão sempre a aparecer e a ser arrancadas. Enchemos 7 sacos do lixo, dos grandes, com pinhas e ainda arranjámos uma boa pilha de lenha, já bem seca.
ATENÇÃO! Foto não aconselhada a pessoas sensíveis (mãe, não vejas!)
Bem, depois de vazio o trabalho custa mais. Começa a etapa de mandar aquela pia abaixo.
Um maço. Nunca tinha usado um maço na vida. E enquanto o Pedro endireitava o chão, com picareta e enxada, eu afeiçoei-me ao maço. E as minhas mãos também! ;)
Domingo é dia de descanso!
Dia 8 — O Chão, o chão...
O dia de sexta feira foi dedicado inteiramente a endireitar o chão do estábulo / anexo. Trabalho monótono e cansativo, porque a terra está muito rija: como teve animais está muito pisada e com uma grande camada de estrume seco e rijo em cima. Foi dia só de cavar, encher e esvaziar carros de mão.
Wednesday, November 9, 2016
Dia 7 — Visita dos Pais do Pedro
Ontem foi a vez dos pais do Pedro irem visitar a casa e a quinta. Chegaram com um carro carregado com 5 garrafões de água, brasas, pinhas, fogareiro e comida para uma semana.
Depois de almoço o senhor António foi fazer lá a sua horta, com as couves e as favas que trouxe de Condeixa.
Gostaram do verde, da paisagem e do sossego ao redor. Depois de lá estarmos esquecemos os tormentos do caminho que nos leva lá!
Monday, November 7, 2016
Dia 6 — Bíceps, Tríceps e Quadríceps, tudo gratuito!
Hoje chegámos com uma ideia bem vincada: começar finalmente a endireitar o chão do antigo estábulo, hoje chamado anexo. A palha e o estrume foi toda tirada durante a semana passada e agora falta o mais difícil: a terra bastante dura. Um cavava, o outro fazia desaparecer o monte de terra. O dia todo nestas danças.
Um terço do estábulo já está! Hoje tomámos mais consciência do espaço, das divisões que podem surgir dali.
Entretanto conhecemos um nova vizinha: a dona Maria Gorete, que te por ali um terreno e andava a apanhar azeitona,chamou por mim para saber se era eu a nova dona da casa. Depois de nos apresentarmos emocionou-se imenso durante a nossa conversa. A dona Maria Gorete nasceu naquela casa, viveu ali muitos anos e pediu-me por tudo que não deitássemos o forno de lenha abaixo, que o reconstruíssemos. Foi uma conversa bonita, com as memórias dela a jorrar-lhe dos olhos.
Entretanto conhecemos um nova vizinha: a dona Maria Gorete, que te por ali um terreno e andava a apanhar azeitona,chamou por mim para saber se era eu a nova dona da casa. Depois de nos apresentarmos emocionou-se imenso durante a nossa conversa. A dona Maria Gorete nasceu naquela casa, viveu ali muitos anos e pediu-me por tudo que não deitássemos o forno de lenha abaixo, que o reconstruíssemos. Foi uma conversa bonita, com as memórias dela a jorrar-lhe dos olhos.
Depois foi tempo, novamente, de cortar pernadas de figueira e de outras árvores que andavam por ali a tapar as vistas. A parte de trás da casa nem dava para ver, nem para contornar. Agora já está muito mais limpo! O resto da figueira também vai sair, mas com tempo, que os braços hoje não davam para mais.
E também ainda não foi hoje, mas temos um fato macaco armado em espantalho, pendurado nos ramos da figueira. Fica para a próxima! Por hoje já foi muito bom. Adivinha-se uma maravilhosa noite de sono.
Sunday, November 6, 2016
Dia 5 — Destapar e Organizar
Ontem repousámos. Não foi ao sétimo dia, isso só Deus sabe o que custa, mas soube muito bem. Tinham previsto temporal e decidimos ficar por casa, por outras coisas em dia, dar conta de trabalhos pendentes. Afinal esteve um dia frio mas de sol e volta e meia lá espreitávamos a janela arrependidos. Mas fez-nos bem!
Hoje retomar o trabalho não foi tão fácil: o corpo estava a pedir mais descanso. Mas não demos! Lá fomos nós com o farnel, como temos feito enquanto ainda não temos as condições para cozinhar e de óculos de sol na cara. Promessa de dia solarengo!
O que quisemos hoje foi mesmo organizar algum espaço. Queimar algumas coisas: foi um falhanço terrível porque a maioria dos ramos que temos ainda estão completamente verdes. Mas foi o único falhanço (e estou a exagerar, ainda deu para queimar muita erva miúda).
De resto foi dia para cortar as malfadadas figueiras que espreitam por toda a parte para se poder passar. Elas tinham-se apoderado de tudo e queríamos mesmo fazer um caminho com as mínimas condições para conseguirmos descer ao patamar do poço, que era o que estava de mais difícil acesso. Ficou completamente diferente!
Enquanto o Pedro cortava os ramos eu comecei a desimpedir a parte de trás da casa, cheia de telhas encostadas. Não nos quisemos ver já livres delas, até porque algumas estão completamente boas, só a precisar de uma limpeza, e a maioria, em péssimo estado, vai servir de entulho durante as obras. Depois de andar sobre os ramos de serrote na mão o senhor Tarzan veio ao meu encontro, em ótima altura, porque empurrar o carro de mão completamente cheio era uma tortura para mim e cada vez o levava mais leve, o que aumentava as voltas. Assim, enquanto um tratava do carro de mão e o outro descarregava, encantinhámos as telhas num cubiculo que ali está ao lado do tanque, por enquanto. Depois se verá.
E as diferenças notam-se bastante bem (esta parede é só um exemplo, havia numa outra, mas dá para imaginar, não fotografámos). A retro escavadora irá também, quando for, tirar toda a terra que cobre metade da parede, para evitar humidade dentro de casa. É mesmo preciso baixar o nível da terra, abater bastante.
E assim chegámos ao fim do dia. Mas hoje tivemos uma hora de almoço especial. O dia era de sol mas estava tanto frio que decidimos acender a lareira de casa pela primeira vez. E portou-se muito muito bem! Não deixou entrar fumo e a casa aqueceu num instante. E ficou um ambiente bom, acolhedor.
E ao vir embora fomos brindados com este céu. Até amanhã!
Friday, November 4, 2016
Dia 4 — Medir Forças com a Chuva (Ganhámos)
A chuva de Outono chegou. Choveu toda a madrugada e de manhã esteve no pára-arranca, como em hora de ponta. Mas fomos!!!
Mal pus o pé fora do carro, o caminho (arranjado na quarta-feira) mostrou-me o quanto era fofo e ainda antes de vestir a roupa de trabalho (de quinteira, se preferirem) já estava com as sapatilhas um susto.
Tudo bem, tempo de trocar de roupa e começar. Como chovia nessa altura eu entretive-me no anexo (ainda há muita terra e palha para tirar) e o Pedro arranjou maneira de por a luz de lá a funcionar.
Houve alturas de ficarmos ali, à entrada no anexo (antigo estábulo) a abrigarmo-nos da chuva e a apreciar a paisagem. E ainda fomos brindados por um arco-íris envergonhado.
Andámos mesmo a brincar à apanhada com a chuva. E ela alinhou. Nas pausas do céu tratámos de cortar umas boas pernadas a uma figueira rebelde que só estava a estorvar o acesso a um curral pequenito.
Já fizemos uma queimada esta semana mas já temos imensas ervas para queimar outra vez! Uns bons dias de sol por agora é que era! Mas passámos então para o curral. O espaço é a céu aberto e não dá para nada em especial, mas vai servir para fazermos a partir dali uma casinhota para pormos o balão do furo. Mas precisávamos conseguir entrar lá! Havia um novelo gigantesco de ferro que não foi fácil domar. E depois tinha mesmo de ser limpo. Até descobrimos que o chão era cimentado, o que já é uma grande ajuda!
As fotos são sempre tiradas quando nos lembramos, ou quando temos as mãos limpas e desocupadas. O que nem sempre mostra o estado verdadeiro do "antes". Não dava para entrar neste curral, mal se via de um extremo ao outro. Ficámos mesmo orgulhosos!
Houve ainda tempo para arrastar umas vigas para trás de um galinheiro, porque andavam lá espalhadas pelo meio do terreno e para além do perigo de tropeçar não dava jeito nenhum nem agora com o carrinho de mão, nem mais tarde quando for a retro escavadora.
Nas horas vagas descobrimos a nossa primeira couve, que nasceu sem pedir autorização pelo meio do cimento e ainda aumentámos a coleção dos "achados (quase todos) religiosos" que ainda não tínhamos fotografado, mas que aumenta todos os dias.
Afinal, ganhámos à chuva ou não? ;)
Subscribe to:
Posts (Atom)




