Tuesday, November 1, 2016

Dia 1 — Começar. Mas por onde?

Hoje foi o grande dia. O dia de chegar a casa e senti-la nossa, sermos nós a usar a chave, a abrir as portadas da janela para o sol entrar e, acima de tudo, o primeiro dia para a ver com toda a calma do mundo.

Como era dia santo propusemo-nos ir lá só deixar alguns materiais: enxadas, pás, carro de mão, picaretas, roçadoras e afins. Levámos picnic e uma mesa de campismo com duas cadeiras. Ia ser um dia calmo só para nos aproximarmos do terreno, das árvores, das paredes de pedra. Vale a pena dizer que saímos de lá já com o friozinho do fim de tarde e completamente estoirados? : )

Sedentários há tanto tempo, habituados à secretária e ao computador, era tanta a energia acumulada que nem demos conta do abuso. Retirámos uma boa quantidade de lixo, de ervas, até de palha e estrume. Rimo-nos, abraçámo-nos, descontraímo-nos como há já bastantes dias não fazíamos. Todo o tempo do "compra, não compra, vende, não vende" deu cabo do sistema nervoso e aumentou a ansiedade. O mau feitio andava instalado (o meu, sobretudo). Foi bom ter o sol de outono como companhia e a boa disposição voltou e distraiu-nos. Quando demos conta já estávamos derreados, cansadíssimos, mas a rir por coisa nenhuma. Pouco trabalho visível feito, mas isso já percebemos, virá com o tempo. Muitas anotações, porém: o que é preciso trazer, o que é preciso comprar, o que se pode fazer num futuro vindouro. Foi um dia gigante, gigantemente bom.








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