Sunday, January 29, 2017

Dia 33 — Criar Passagem

23/01/17

Tínhamos dois objetivos vincados. O primeiro: fazer a abertura da sala para o que será a cozinha (antiga adega). O segundo: começar a destruir uma bancada de cimento, onde antigamente eram depositadas as pipas de vinho. 
Pegámos na ombreira de uma das portas do que já foram quartos e usámos como bitola para nos orientarmos na medida. Desenhámos com giz (há tanto tempo não pagávamos num pau de giz, até apeteceu desenhar uma macaca lá fora, no alpendre!) e enquanto o TóPê ia delineando a porta com o martelo eléctrico eu comecei a abrir fendas na bancada.




E o trabalho foi avançando, devagarinho.




Depois disto foi tempo de, juntos, tirarmos um tronco que estava ali pendurado, preso por ferros e arames. Era uma coisa que já andávamos para fazer desde que começámos estas coisas, porque era simples e só precisava de atenção e quatro braços para não correr riscos. Mas fomos deixando passar.




Depois deste intervalinho decidimos inverter os papéis. Eu farto-me num instante do martelo eléctrico. No início achava que destruía tudo num instante. Depois, à medida que o fui usando, percebi que não era assim tão mágico e o peso e o barulho acabam por me cansar. Por isso fui para a porta, com maços e marretas e o TóPê foi para a bancada, que já tinha tijolo à mostra (não imaginávamos o que teria por baixo daquela cama tão grande de cimento). Descobrimos depois que por baixo era só pedras e entulho, o que facilitou um bocadinho.



Eram quase quatro da tarde quando nos lembrámos que não tínhamos almoçado. Já nos sentíamos fracos. Para retomar forças, nada melhor que uma bela feijoada. A nossa primeira refeição de faca e garfo! (Numa mesa posta muito, muito à pressa, eheheh)


Depois do almoço o trabalho continuou a render. E foi assim que nos despedimos do dia de trabalho.





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