12/01/17
Apesar do frio, é tempo de aproveitar enquanto não chove, para tratar da terra, deixar tudo a postos para o despertar que virá com a primavera. Muitas árvores para ser podadas, algumas mesmo para sair (temos imensas figueiras e uma estava totalmente colada à casa, já a deixar humidade nas paredes e a sujar o telhado todo, enquanto desviava telhas). Essa foi a parte destinada ao TóPê.
Eu peguei num serrote e numa tesoura de poda e fui ter com as videiras. Cheia de medo, no início, a sentir-me a mutilá-las por completo. Depois como uma cabeleireira estagiária, a pensar bem cada corte, a perceber o caminho certo que elas deviam tomar. Toda a gente me explicava mas de uma maneira muito vaga: "sempre a atrasar". Mas atrasar para onde? Onde é que é o "começo"? Vi vídeos e li sobre a poda na internet, mas continuava confusa e com medo. Temos algumas videiras já bem desenvolvidas, com rebentos em vários lados e descobrir para onde era o "atrasar" não estava fácil. Mas depois das primeiras vinte o caso compôs-se.
Não temos fotos das árvores podadas / cortadas porque eu estava demasiado concentrada justamente na vinha. Mas o TóPê veio ver-me, fotografar o meu trabalho (e levar o lanchinho).
Elas estão muito desprezadas, mas esperemos que com o nosso carinho venham a dar muito fruto no seu tempo.
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