Começar um projecto como este nosso não é só por mãos à obra e isolarmo-nos do resto. Também passa por mudar de ares e de gentes. E para conhecer estas novas gentes nada melhor do que irmos a uma festa de uma das aldeias mais próximas. Recordamos que estamos no meio de um triângulo: Alpedrinha, Vale de Prazeres e Póvoa da Atalia. E foi mesmo à Póvoa da Atalia que fomos hoje, conhecer e participar da Festa das Papas. Uma tradição que se mantém, ano após ano, sem outro intuito que não seja o agradecimento e a partilha, mas que, até hoje, não conhecia. Uma festa à moda antiga, modesta e bonita.
«Reza a lenda que, em tempos remotos, a região foi vítima de uma praga de gafanhotos. A população da Póvoa de Atalaia, devota de São Sebastião, tratou de fazer uma promessa ao padroeiro para que poupasse a aldeia e protegesse as colheitas, constituídas maioritariamente por cereais. Em troca, iriam oferecer papas de carolo e coscoréis, feitos com o que resultasse das colheitas salvas. Conta-se também que todas as terras vizinhas sucumbiram à praga, mas que a Póvoa de Atalaia foi poupada, sendo que os pequenos predadores foram morrer, “por milagre”, à porta da capela de São Sebastião situada na aldeia. Restou então aos seus habitantes cumprirem a promessa, o que acontece ao terceiro domingo de janeiro, desde que há memória.»
Achámos a história por trás da tradição bastante gira e lá fomos. Missa, procissão com as papas, benção das papas e distribuição pela comunidade. Tudo muito simples, mas com alegria.
«Reza a lenda que, em tempos remotos, a região foi vítima de uma praga de gafanhotos. A população da Póvoa de Atalaia, devota de São Sebastião, tratou de fazer uma promessa ao padroeiro para que poupasse a aldeia e protegesse as colheitas, constituídas maioritariamente por cereais. Em troca, iriam oferecer papas de carolo e coscoréis, feitos com o que resultasse das colheitas salvas. Conta-se também que todas as terras vizinhas sucumbiram à praga, mas que a Póvoa de Atalaia foi poupada, sendo que os pequenos predadores foram morrer, “por milagre”, à porta da capela de São Sebastião situada na aldeia. Restou então aos seus habitantes cumprirem a promessa, o que acontece ao terceiro domingo de janeiro, desde que há memória.»
Achámos a história por trás da tradição bastante gira e lá fomos. Missa, procissão com as papas, benção das papas e distribuição pela comunidade. Tudo muito simples, mas com alegria.
E para me redimir, hoje só o Pedro é que teve direito a foto, já anoitecia quando recolhia os rebentos das oliveiras. Quanto à vinha, entretive-me com alguns rebentos que andavam loucos enrolados no marmeleiro, e podei poucas. Mas já estão 260.


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