Saímos com o carro cheio. Objetivo: passar lá a primeira noite, numa espécie de acantonamento. Mal chegámos dedicamo-nos logo a limpar a casa. Depois das paredes terem saído estava tudo cheio daquele pó fininho, que não sai com meiguice. Mas queríamos dormir com o mínimo de conforto e bem estar, por isso pusemos mãos à obra: limpar uma casa em obras, não é todos os dias! :)
Enquanto o chão secava fomos plantar mais uma amendoeira. Lemos que é importante uma amendoeira ter outra por perto e não perdemos tempo. E tanto se fala na vaga de frio polar e nós ali, a sentirmo-nos em plena primavera! O sol quando nasce não é, definitivamente, para todos!
Entretanto fomos para as nossas lides na terra. O TóPê continua a tratar das árvores maiores e a limpar os cômaros, cheios de raízes que foram ganhando espaço. Eu continuo na interminável vinha. O trabalho pode parecer sempre igual, mas não é, de todo. Cada videira me merece atenção, porque cada uma escolheu um percurso diferente e tento entendê-las sem fazer grandes asneiras. Acabámos o dia com bastantes montes de lenha e já a contar 330 videiras prontas. Hora — não de fazer a viagem do costume — mas de regressar ao palácio e tratar do jantar à lareira.
Boa noite!





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