Na semana passada, ainda que bastante atribulados com outros trabalhos, guardámos duas tardes para apanhar a azeitona. Ao invés dos típicos panais verdes e enormes, o que tínhamos era um lençol velho, que até tinha alguns rasgos por onde as azeitonas se escapavam.
Mas a tarefa ia sendo feita, com algumas gargalhadas e outros suspiros. Este foi o primeiro balde colhido!
A dada altura a vizinha ali dos arredores, a dona Graça, depois de nos ouvir por ali à conversa foi oferecer-nos laranjas e tangerinas. Lá deixei o TóPê em cima de uma oliveira e fui com a senhora colher a fruta e dar dois dedos de conversa. É bom ter vizinhos assim: rijos como a terra e o sol (a senhora tem 84 anos e no ano passado colheu — sozinha — 1270 kgs de azeitona), mas que nos dão espaço e tempo para nos conhecermos melhor, sem pressas.
Lá vim com um saco bem cheio e um cheirinho a citrinos maravilhoso. De volta ao trabalho! No final das duas tardes o resultado não foi nada de extraordinário, mas a nós deixou-nos de coração cheio!
Saídos dali fomos direitos ao lagar. Não fazíamos ideia de como funcionava, mas tivemos a sorte de estar lá um rapazito novo, trabalhador sazonal, com quem nos metemos e nos explicou tudo da melhor forma possível. Para troca na hora 12 quilos de azeitonas fazem 1 litro de azeite. Se formos buscar mais tarde 9 kgs fazem o litro. Ainda compensa bastante, para grandes quantidades, a espera.
Como nós só tínhamos 60 kgs ("Então mas são só estas duas sacas???") trouxemos logo um garrafão cheio.
Como nós só tínhamos 60 kgs ("Então mas são só estas duas sacas???") trouxemos logo um garrafão cheio.
Pode ser pouco, mas fez-nos felizes e este Natal vai ser regado com um sabor diferente, fruto do nosso trabalho e da nossa terra. Acabámos por fazer miminhos para amigos e familiares, também para que nos tenham presentes na consoada!







No comments:
Post a Comment